Reino Plantae

Filo Hepatophyta

 

Pelas características morfológicas dos seus gametófitos, as hepáticas podem ser divididas em talosas e folhosas. O nome do grupo vem da semelhança dos gametófitos talosos com o aspecto das células do fígado de animais (hepato).

 

Hepáticas talosas

 

São reconhecidas como talosas porque seus gametófitos são aplanados e geralmente dicotomicamente ramificados, formando talos. Estes são aderidos ao substrato pela presença de rizóides unicelulares em sua superfície ventral e algumas vezes pela presença de escamas. Na maioria das espécies os talos são finos, permitindo a absorção de água e as trocas gasosas por difusão. Representantes de Riccia, Ricciocarpus e Marchantia apresentam talos mais espessos com poros na superfície dorsal, que promovem as trocas gasosas, embora a absorção de água continue sendo realizada por difusão. Nesses talos o tecido fotossintético é restrito à região dorsal.

A reprodução assexuada se dá por fragmentação ou produção de gemas, que são produzidas em estruturas especializadas chamadas conceptáculos, localizadas na superfície dorsal do talo. As gemas são dispersas pela água e permitem a colonização de novos ambientes. Os gametófitos podem ser uni- ou bissexuados, seus gametângios (anterídios e arquegônios), podem estar distribuídos ao longo da superfície dorsal do talo ou serem formados no ápice de gametóforos (anteridióforos e arquegonióforos) como no gênero Marchantia.

A geração esporofítica consiste em um pé, uma seta curta e uma cápsula coberta por uma caliptra. A cápsula produz, juntamente com os esporos, células alongadas com paredes espessadas helicoidalmente denominadas elatérios. A parede dos elatérios é sensível às mudanças de umidade e pode funcionar como uma mola auxiliando a dispersão dos esporos.

 

Hepáticas folhosas

 

São plantas cujos gametófitos são bem ramificados e apresentam duas fileiras de filídios iguais com disposição alterna dística e uma terceira fileira de filídios menores ao longo da superfície ventral do gametófito. Essa disposição dos filídios faz com que o gametófito seja aplanado e cresça paralelamente ao substrato. Os filídios são formados por apenas uma camada de células indiferenciadas e são em geral lobados ou partidos. As hepáticas folhosas são especialmente abundantes no trópicos e subtrópicos, em regiões de muita chuva ou umidade alta, onde crescem sobre as folhas e troncos de árvores, bem como outras superfícies vegetais.

Nas hepáticas folhosas, os anterídios geralmente ocorrem num curto ramo lateral com filídios modificados, denominados androécio. O arquegônio é apical, o que evita a autofecundação, e caracteristicamente envolto por uma bainha tubular conhecida como perianto. Assim como nas hepáticas talosas, o esporófito é constituído por pé, seta e cápsula.

 

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