Ordem Equisetales

Equisetales

 

Atualmente, a ordem é representada por apenas um gênero, Equisetum, com cerca de 15 espécies. Conhecidas como cavalinhas, são encontradas em locais úmidos ou encharcados. São facilmente reconhecidas pelos seus caules com estrias longitudinais e textura rugosa, reforçada pelos depósitos de sílica nas células epidérmicas. Possuem um caule rizomatoso subterrâneo que origina raízes a partir dos nós. O caule aéreo pode morrer em condições desfavoráveis, mas a planta é considerada perene pela persistência do rizoma. Apresentam folhas escamiformes fundidas na base, o que dá o aspecto à planta de possuir filotaxia verticilada. Embora sejam folhas reduzidas e não apresentem lacunas foliares, estão associadas a caules sifonostélicos, o que gera dúvidas quanto à classificação de microfilas e megafilas. Estas folhas possuem coloração enegrecida, sendo o caule o principal responsável pela fotossíntese, possuindo inclusive estômatos que auxiliam nesta função. Os ramos reprodutivos são morfologicamente diferenciados dos vegetativos. Os ramos reprodutivos apresentam estróbilos em suas extremidades, os quais são constituídos por esporangióforos que possuem de cinco a 10 eusporângios. As plantas são homosporadas e os esporos são liberados pelo rompimento da parede do esporângio. A parede externa dos esporos forma elatérios que se desenrolam com a menor umidade do ar e auxiliam na dispersão dos esporos. Os gametófitos bissexuados ou masculinos são verdes e de vida livre, ocorrendo sobre solos lamacentos. A fecundação cruzada é favorecida pelo desenvolvimento de arquegônios e anterídios em diferentes momentos.

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